Livros lidos 2015

Havia colocado como meta 12 livros para o ano de 2015. A lista, não tão orgulhosamente, apresentada é a seguinte:

  1. Insurgente
  2. Convergente
  3. To Do List Makeover
  4. Neuromancer
  5. The Jedi Path
  6. 19 High-Impact Study Hacks
  7. Brain Training: Ultimate Brain Training Strategies
  8. O Gerente de Projetos Preguiçoso
  9. Quebrando: Aprendendo com o erro dos outros
  10. Gestão de Tecnologia da Informação
  11. Não leia este livro: REMASTERED
  12. Mastering Web Application Development with AngularJS
  13. Foco
  14. Perdido em Marte
  15. Guia politicamente incorreto da história do mundo
  16. As ferramentas intelectuais dos gênios
  17. Qualidade: conceitos e aplicações em produtos, projetos e processos.

Alguns deles foram leituras rápidas (e ruins), mas pela conveniência dos e-books acabei por bater minha meta inicial e minha meta ideal, de 16, que estipulei quando ultrapassei os 12, em meados e outubro.

A preguiça, um pouco de falta de foco e o cansaço mental me impediram de ler mais e bater minha meta ótima (18), numa fase em que tinha minhas playlists do Spotify para fazer companhia aos meus pensamentos e devaneios.

Estão fora da lista livros de consulta constante e que não li por completo, livros abandonados e contos rápidos que acabava consumindo graças ao bom marketing via e-mail da Amazon, como “Mais um café”, uma publicação enxuta e com menos de 50 páginas que diverte uma volta para casa no trem.

Livros que já não achava que seriam bons mas decepcionaram por serem ainda piores e não proverem nenhuma ínfima aquisição de conhecimento (e que acabei lendo por pura curiosidade ou teimosia): o Gerente de Projetos Preguiçoso, Todo List Makeover e Não leia este livro.
Convenhamos que estes não querem ser tidos como literatura, só querem enganar para ganhar cliques de venda na Amazon mesmo. Não passe perto deles, não valem a perda de tempo.

Os demais, mesmo os que me desagradaram muito, não repudio, se deles tirei apenas uma ou duas lições que talvez possam vir a me ser úteis algum dia como: Quebrando, aprendendo com o erro dos outros e As ferramentas intelectuais dos gênios.

Lições aprendidas: não comprar nada duvidoso sem ao menos ter uma amostra disponível.

“Barras de mérito”:
19 High-Impact Study Hacks: Fui surpreendido com alguns aspectos do livro e aparentemente as técnicas que apliquei de fato funcionaram e me ajudaram a me organizar melhor. Acabei comprando um outro sobre o assunto e está na fila.
Convergente: Barras de mérito a este simplesmente porque consegui terminar numa tacada só. Ele foi bem melhor do que o seu antecessor, Insurgente, que só consegui terminar após 2 abandonos.
Qualidade: conceitos e aplicações em produtos, projetos e processos: Por me ensinar o que nenhuma aula de graduação me ensinou sobre qualidade de processos e projetos, e me ajudar a absorver o que não consegui das aulas da pós-graduação com o Munrá.

1247463801119_f

 

 

 

 

 

“Estrela de Prata”:
Mastering Web Application Development with AngularJS: Ótimo livro técnico que me permitiu desenvolver um dos projetos que mais obtive realização pessoal. Comenta aspectos internos do framework e com uma prática mínima, já é possível dominar a tecnologia.

“Legião de Honra”:
Perdido em Marte: Extremamente descritivo, um livro que te prende do começo ao fim.
Guia politicamente incorreto da história do mundo: Um tapa na cara para os pseudointelectuais, repleto de ótimas referências e de ruptura de conceitos.

Sim, The Jedi Path não recebeu uma menção honrosa. A parte mais legal do livro são as anotações dos “donos” do manual Jedi, como Yoda, Vader, Dookan e Luke. Eu quero o físico para colecionar, porque a capa é mega legal, mas como conteúdo paralelo não achei tão excepcional assim. Não me levem a mal, vale muito a pena para os fãs do universo Luquinhas.

Neuromancer (livro em que o autor de Matrix, se baseou) só não recebeu uma menção honrosa porque a versão que eu peguei estava porcamente traduzida, o que com certeza prejudicou a minha apreciação. Talvez eu leia a versão em inglês, mas não está nos planos.

Sempre gostei de ler, mas 2015 foi meu primeiro ano com metas de livros, em que decidi ser mais assíduo na leitura, de fato, e está valendo a pena.
Para iniciar 2016 peguei emprestado o volume físico do clássico Frankenstein que iniciei na data de publicação desse post.

Indicações? Aceito com prazer.

Como renomear commits no Git

Essa técnica lhe permite renomear qualquer commit de sua árvore. Caso você queira renomear somente o último commit, talvez você ache uma solução menos verbosa na documentação do git, na seção como desfazer coisas.

Mãos a obra:

1. Certifique-se de que você está atualizado com o repositório remoto com:

2. Pegue o id do commit que você deseja renomear:

3. Com o id ’em mãos’ (no ctrl+v) rode:

Não se esqueça de adicionar ‘^’ ao fim!

No editor você verá algo mais ou menos assim:

No meu caso o commit que eu quero renomear está na primeira linha. Altere o início da linha de ‘pick’ para ‘edit’.
Importante: Alterar a mensagem de commit nesse ponto, não surtirá efeito.

4. Salve o arquivo e depois rode:

Agora sim, altere a mensagem de commit no novo editor e salve o arquivo. No meu caso editei o nome do commit para:

5. Finalize a sessão de rebase com:

A saída deve ser algo como:

6. Sobreescreva a árvore remota:

7. Corra para o abraço!

Redes sociais: o que as grandes corporações não enxergaram

Ao contrário do que você vê em outros blogs ou sites, não pretendo lhe dar um ‘mais do mesmo’, mas sim fazer um estudo de caso, fomentando algumas teorias (sórdidas) e apontando algumas conclusões que realizei.

O fato é, as redes sociais não vieram do nada, e assim como a Revolução Francesa e a Independência do Brasil este ‘fenômeno’ só eclodiu depois de quase ter sido escrito no céu, mas como sempre nós, reles mortais e ignorantes, estávamos olhando para baixo e não vimos essa que era uma tendência de mercado, e que no fim foi aproveitada em suma, por universitários (Mark e o Facebook, por exemplo) e grupos independentes de desenvolvimento (como o Instagram, que depois foi adquirido pelo Facebook, de Mark o não graduado e agora bilionário ex-universitário).

O Instagram mesmo acredito ser o melhor exemplo que posso dar a vocês, por ser hoje, junto com o Twitter, a rede social que tem maior concentração de jovens, enquanto o Facebook tem uma média de idade entre os usuários em torno dos 40 anos.

O Instagram nada mais é, na minha opinião, uma evolução natural dos Fotologs, lembram-se deles? Não eram nada mais do que um Blog para Fotos (dã!) e que foi um completo sucesso no início dos anos 2000 quando os scanners e as câmeras digitais começaram a ser barateadas.

Os Fotologs foram um sucesso estrondoso e os sites mais usados nessa época eram o Fotolog, o Flogão e o Uol Fotoblog, em que aos usuários postavam fotos com um pequeno resumo do seu dia, como um diário mesmo, contando alguma idéia, fazendo piada com os amigos e etc (com o clássico “comentem, pls” ao final de cada post).

Assim, as pessoas que seguiam aquele blog, ao se logar no site, podiam fazer comentários nas fotos (o que no fim tornava cada foto um verdadeiro chat de comentários, piadas e risadas).

Era uma coisa simples e fácil, você segue meu fotolog, eu sigo o seu, a gente comenta as fotos um do outro e dá umas risadas.

Opa, peraí. Postar fotos, seguir pessoas e comentar. Isso soa familiar?

A mecânica que os fotologs de antigamente seguiam é a mesmíssima mecânica que o Instagram tem como funcionalidade principal, nesse ponto a inovação é zero. A grande sacada dos desenvolvedores, foi em exatamente mudar o que transmite as fotos para web.

Oras, se eu tenho uma câmera no bolso o dia todo com meu celular, é muito plausível que eu não tenha que plugar um cabo no meu PC, baixar as fotos e postar no meu fotolog. Sim, é lógico, óbvio e tudo mais, mas as grandes companhias de internet/tecnologia da época simplesmente comeram a maior bola de sua história.

Obviamente que estamos nos referindo ao princípio do Instagram. A partir dessa inovação de conceito (não houve a criação de nenhum conceito aqui, pensando na mecânica do fotolog) houveram outras inovações, baseadas nessa, como o Vine. O Vine que inclusive teve sua funcionalidade copiada pelo próprio Instagram, para não perder usuários.

Mas vocês entenderam? Todo princípio que foi seguido por esses dois apps nada mais é do que o reaproveitamento inteligente de algo que já dava muito certo.

Isso sim é inovação, é pegar algo que já existe e dar um novo uso para ele, nesse caso, a câmera do celular passou a ter mais uma utilidade (ou inutilidade), e em vez das fotos irem pegar poeira binária no Flogão, elas foram para um aplicativo, em que as pessoas podem ver as fotos dos amigos (de outro ‘fotolog’), e postar as suas próprias, dali mesmo. Gênio!!!

Quando eu tive essa sacada me achei um zé ruela, sério, não porque nunca usei um fotolog (por n motivos, como ter 9 anos e não tem PC em casa, nos anos 2000), mas porque no fim, prova-se como os desenvolvedores acertaram em cheio numa demanda que a Internet já tinha, mas foi ignorada.

Não sei se os caras que criaram o Instagram usavam algum Fotolog Americano, sei lá, mas tirando o fator insight, genialidade e o fator ‘pura cagada’, o que fez o Yahoo por exemplo, nunca enxergar uma coisa dessas? Responderei para ti contando um causo que vi com os estes olhos que a terra um dia comerá.

Conheci um cara que tinha o cargo de ‘Diretor de Novos Produtos’, que dizia que não usava o Facebook, por que não gostava ¬¬”
Para mim, simplesmente um puta absurdo. Vou explicar o porque:

Sou programador web e logo crio conta em tudo quanto é site, plataforma web e etc, só para vislumbrar quais são as funcionalidades disponíveis e imaginar a forma como as coisas são implementadas. É um exercício, um estudo que me ajuda a pensar em soluções melhores e me motiva a aprimorar tudo o que crio, baseado nos bons resultados observados em outros lugares.

Partindo do item anterior, como um ‘criador de produtos novos’ pode criar (a prolixidade é proposital) algo novo, sem conhecer o que já existe, sem ter intimidade de uso com outras plataformas, sem experimentar não só conceitos que deram certo, mas experimentando conceitos falhos, que é onde teoricamente, está a melhor oportunidade?

Se a internet fosse comparada a nossa galáxia, o Facebook seria, em termos exagerados, o Sol. Não importa o que você acha, simplesmente não dá pra ignorar uma plataforma com essa massa de usuários hoje.

Vejam, não é uma crítica a ele, mas sim ao preconceito que quando se trabalha com internet, principalmente, não se pode ter, para que pelo menos pela curiosidade do estudo, não nos fechemos a nossa caixa de conceitos, achando que o mundo já tem de tudo, porque tudo vem de algum lugar.

Afinal, o Instagram já existia no Fotolog e o Kinect já existia em De Volta Para o Futuro 2 (cena em que Martin McFly joga uma máquina de fliperama sem controles, dentro de uma lanchonete).

Esses visionários, merecem um post próprio.

Até a próxima.

Filmes inspiradores

Filmes inspiradores que mostram como o estudo focado e a inteligência bem aplicada podem fazer coisas incríveis e literalmente nos tirar de nossa “caixa de conforto”, para observar novos paradigmas e enxergar como tudo o que nos cerca (teorias, modelos e tecnologia) estão incompletos e possuem grandes falhas.

Acredito que todo programador, sysadmin, designer ou envolvido na área de desenvolvimento de softwares e segurança da informação no geral deve assistir cada um desses filmes, pois muitos deles me inspiram até hoje a estudar e fazer o que eu gosto: programar.

Temos filmes para todos os gostos, TIzeiros e curiosos, mas garanto que todos eles valem cada minuto.
Inspire-se!

(1995) The Net (A Rede): Sandra Bullock novinha e programadora =P

(1999) Pirates of Silicon Valley (Piratas do Vale do Silício): Paul Allen e Bill Gates (Microsoft) VS Steve Fucking Jobs e Steve Motherfucker Wozniak (Apple), em como tudo começou e como a computação que conhecemos hoje nasceu.

(1999) Matrix: Destruição do mundo dominado por máquinas e a raça humana escravizada dentro de um programa de computador (dorrgass manolo)

(1999) Bicentennial Man (O Homem Bicentenário): Drama existencial de um robô que quer ser reconhecido como humano e como a sociedade enfrenta isso.

(2001) A Beautiful Mind: Um maluco mega inteligente que revoluciona metade das teorias de administração de sua época

(2001) Swordfish (A senha: Swordfish): Hackers, hackeando.

(2001) A.I. (Inteligência Artificial): Drama de um menino robô introduzido como filho adotivo de uma família

(2001) Revolution OS: Documentário de como o Linux tornou-se o sistema operacional da revolução

(2002) Minority Report (Minority Report – A Nova Lei): Tecnologia (falha) aliada ao combate ao crime, e previsões do futuro.

(2003) Matrix Reloaded

(2003) Matrix Revolutions

(2004) I, Robot (Eu, Robô): Robôs matando humanos e as 3 leis da robótica

(2007) Live Free or Die Hard (Duro de Matar 4.0): Demais. Um ataque coordenado aos serviços essenciais da sociedade, revelando sua fragilidade.

(2008) 21 (Quebrando a banca): Com matemática simples, um garoto quebra um mercado de Cassinos explorando uma falha no jogo.

(2010) The Social Network (A Rede Social): Um oferecimento Facebook

(2012) Disconnect

(2013) jOBS: Um oferecimento Apple

(2013) The Internship (Os estagiários): Um oferecimento Google.

Agradecimentos especiais aos amigos Ricardo e Rogesson pelas suas contribuições à lista.
Contribua você também nos comentários.

O pânico do Heartbleed

heartbleed-247x300Essa última semana toda a internet entrou em alvoroço quando uma falha de segurança chamada “Heartbleed”, que afeta um dos protocolos mais utilizados na web veio a tona. Quer entender melhor?

O SSL ou Secure Socket Layer (Soquete de Segurança de Camada), é um protocolo usado para transitar informações seguras pela internet. Toda vez que você olha na barra de endereços do seu navegador e vê httpS, significa que a informação que é transportada está em baixo de SSL.

Isso mesmo, você vê isso quando acessa a página no do seu banco, do seu e-mail e muitas outras.

O SSL possui várias versões comercializadas por empresas, que tentam cada vez mais deixar os sites seguros, contudo alguns sites implementam a versão gratuita e aberta do SSL, o “Open SSL”.

O heartbleed foi uma falha encontrada nessa versão do SSL, não afetando assim os principais serviços de tecnologia, como os que lidam com transações financeiras ( então fique tranquilo quanto ao seu banco ).

A falha permitia com que informações aleatórias fossem obtidas de determinados serviços, assim se um agente mal intencionado ficasse durante muito tempo capturando esses dados, informações comprometedoras poderiam ser obtidas.

A maioria dos serviços afetados, imediatamente realizou a atualização que corrige a falha, emitindo uma nota a seus usuários para tranquilizá-los, não tendo assim nenhum prejuízo.

Sistema feliz é sistema com um SysAdmin competente

Fica a dica a você usuário que não tem uma política de segurança para seus principais serviços na Internet e deixa sua senha como sua data de nascimento, afinal não adianta a TI fazer o seu trabalho e você deixar sua senha colada em baixo do teclado.

Um amigo SysAdmin o @rickkbarbosa, me mandou um infográfico interessante, que recomenda a troca de senhas para alguns dos serviços mais populares da internet.

c99d52ee-c561-11e3-b163-12313b0ef1fc-original

Mottirô.com

Como colaborador da Advertiser Technologies tenho o prazer, desde 2013, em coordenar a equipe de desenvolvimento da primeira plataforma social de crowdfunding brasileira: a Mottirô.

A campanha nacional de arrecadação de doações para auxílio médico à atleta Laís Souza, está feito feita por aqui.

Abaixo algumas imagens da plataforma, acesse e confira mais.

Mottirô.com - Onde você faz a diferença

Mottirô.com - Mottirô.com - Onde você faz a diferença